Cartório de Registro Civil e Notas, Ponte Firme

Imóvel da Caixa

Custo total de comprar um imóvel da Caixa em MG

O valor do imóvel é só a base. Some escritura, ITBI, registro e, conforme o anúncio, dívidas antigas. Veja o custo real de comprar um imóvel da Caixa em MG.

Quer comprar um imóvel da Caixa e precisa saber quanto vai gastar de verdade? O valor do imóvel é só o começo. Em cima dele entram outros custos, e alguns pegam o comprador de surpresa. Este guia reúne todas as partes da conta, para você fazer o cálculo cheio antes de fechar negócio.

Este conteúdo é informativo. O cartório não tem vínculo, parceria nem representação da Caixa Econômica Federal. As condições abaixo são as da própria Caixa, e cada anúncio pode ter regras próprias. Leia sempre o do seu imóvel.

O que entra na conta além do valor do imóvel?

Nas regras da venda da Caixa, várias despesas ficam por conta do comprador. A própria Caixa lista escritura, emolumentos, ITBI, registro e outros encargos como custo de quem compra. Então o preço que você paga pelo imóvel não é o custo final.

De forma geral, some ao valor do imóvel:

Vamos a cada parte.

A conta, item por item: quem cobra e como calcula

A matriz abaixo reúne cada custo, quem cobra e como o valor se forma. Para dar chão à conta, ela usa um imóvel de R$ 150 mil como exemplo. Troque o valor do imóvel e a escritura e o registro mudam de faixa.

CustoQuem cobraComo é calculadoNo exemplo de R$ 150 mil
Valor do imóvelA CaixaPreço do anúncio ou lance vencedorR$ 150.000,00
EscrituraCartório de notasTabela estadual por faixa de valor (emolumentos + TFJ)R$ 3.979,69
ITBIPrefeitura do municípioPercentual sobre a base de cálculo do municípioVaria por município
RegistroCartório de registro de imóveisMesma tabela estadual por faixa (emolumentos + TFJ)R$ 3.979,69
Comissão do leiloeiroVocê, só no leilão e na licitação5% do valor da arremataçãoR$ 7.500,00 (no leilão)
Dívidas antigas (IPTU, condomínio)Conforme o anúncio do imóvelValor acumulado até a vendaConforme o imóvel
DesocupaçãoVocê, se o imóvel estiver ocupadoCusto variável, pode exigir ação judicialVariável

A escritura e o registro caem na mesma faixa da tabela do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, aqui a faixa de R$ 140.000,01 a R$ 175.000,00 da tabela de 2026. Os valores da tabela são a base estadual: emolumentos mais a Taxa de Fiscalização Judiciária. Sobre eles, cada serventia soma o ISS do seu município. Em Presidente Olegário, a alíquota é de 2%, o que leva a escritura desse exemplo a cerca de R$ 4.030. Na venda online e na compra direta, a comissão do corretor é paga pela Caixa, então não entra na sua conta. O ITBI fica de fora do número fechado porque o percentual é definido por cada cidade.

À vista ou financiado: o que muda na conta

A forma de pagamento muda a conta, e não só pelo valor do imóvel. Na venda da Caixa, cada anúncio define se o imóvel aceita pagamento à vista, com FGTS ou com financiamento (na própria Caixa, pela linha SBPE). Duas coisas mudam conforme a forma escolhida: como o negócio se formaliza e qual custo de cartório entra.

Na compra à vista, o comprador contrata um tabelião para lavrar a escritura pública de compra e venda, em modelo fornecido pela Caixa. Essa escritura sai pela tabela cheia do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por faixa de valor.

Na compra financiada, não há uma escritura pública separada. O instrumento é o próprio contrato de financiamento habitacional, assinado na Caixa, que já tem força de escritura para o registro. Para entender por que o imóvel financiado dispensa a escritura no tabelionato de notas, veja imóvel financiado precisa de escritura.

O que se mantém igual nas duas formas: o ITBI é devido e pago à vista, mesmo quando o município permite parcelar; o registro é feito no cartório de registro de imóveis, com custo próprio; e há uma entrada mínima de 5% em recursos próprios, paga por boleto, também no financiamento.

ItemCompra à vistaCompra financiada (SBPE Caixa)
Como se formalizaEscritura pública no cartório de notas, em modelo da CaixaContrato de financiamento habitacional, assinado na Caixa, com força de escritura
Custo no cartório de notasEscritura pela tabela cheia, por faixa de valorNão há escritura pública separada nesse fluxo
ITBIDevido, pago à vistaDevido, pago à vista
Registro no cartório de registro de imóveisSim, custo próprioSim, custo próprio (registro do contrato)
Entrada mínima de 5%SimSim

O desconto de 80% e quem tem direito

Existe uma redução de 80% nos emolumentos, na Taxa de Fiscalização Judiciária e nos valores finais dos atos de imóvel financiado por entidade do Sistema Financeiro da Habitação, o SFH (Nota XXIII da tabela de MG). É um desconto grande, mas com requisito, e o requisito anda junto do número:

A Caixa financia a venda dos seus imóveis pela linha SBPE. Se um financiamento específico se enquadra no SFH depende das condições daquele contrato, e é ponto a confirmar caso a caso, não algo que se presuma só por a venda ser da Caixa. Na compra à vista, não há dúvida: a escritura sai pelo valor cheio da faixa. Veja também quando a escritura pode ser gratuita em escritura de imóvel gratuita. Para o passo a passo geral da compra, veja o guia da escritura de imóvel comprado da Caixa.

Quanto custa a escritura no cartório de notas?

A escritura é o documento que formaliza a sua compra à vista. Ela é lavrada no tabelionato de notas e segue a tabela oficial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O valor sai por faixa, conforme o valor do imóvel. Os emolumentos (os valores cobrados pelo cartório) e a Taxa de Fiscalização Judiciária são fixados em lei estadual e são os mesmos em todo o estado. Não é um preço que se negocia: decorre de lei. Sobre eles, cada município cobra ainda o seu ISS.

Para você ter uma ideia, um imóvel de R$ 150 mil cai na faixa de R$ 140.000,01 a R$ 175.000,00 da tabela de 2026. A escritura fica em torno de R$ 3.980 de emolumentos e Taxa de Fiscalização Judiciária. Somado o ISS do município onde a escritura é feita, em Presidente Olegário a alíquota é de 2%, e o total fica em torno de R$ 4.030. Para entender o que são os emolumentos e a TFJ e como cada ato é cobrado, veja o guia dedicado. Para outros valores, muda a faixa. Um detalhe importante: existe um desconto de 80% na escritura, mas ele vale só para imóvel financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação. Na compra à vista, a escritura sai pelo valor cheio. Veja quem tem direito a esse desconto, e quando a escritura pode ser gratuita, em escritura de imóvel gratuita.

Para estimar a parte da escritura no seu caso, use o simulador de custas. Se quiser ver as faixas da tabela e como o cálculo é montado, veja quanto custa a escritura de imóvel em MG. E, se a sua compra foi financiada em vez de à vista, o caminho é outro: veja imóvel financiado precisa de escritura.

E o ITBI, quanto é?

O ITBI é o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis. É cobrado pela prefeitura do município onde fica o imóvel, e quem paga é você, a parte compradora. A base de cálculo e o percentual são definidos por cada cidade, então o valor muda de município para município. O caminho certo é consultar a prefeitura do local.

Nas regras da venda da Caixa, o ITBI é pago à vista, mesmo quando o município permite parcelar. E ele costuma ser exigido antes do registro. Entenda melhor em ITBI do imóvel comprado da Caixa.

O registro do imóvel é um custo à parte

Fazer a escritura e registrar o imóvel são dois atos, em dois cartórios diferentes. A escritura é lavrada no cartório de notas. O registro é feito no cartório de registro de imóveis, na matrícula do imóvel, e tem custo próprio, cobrado por aquela serventia.

Guarde este ponto, porque muita gente confunde: é o registro, não a escritura, que transfere a propriedade para o seu nome. Sem registro, você tem o negócio formalizado, mas ainda não é o dono oficial.

Dívidas antigas do imóvel: IPTU, condomínio e consumo

Aqui mora uma das maiores surpresas. As dívidas passadas de IPTU e de condomínio podem ser transferidas para o comprador, conforme o que estiver escrito no anúncio daquele imóvel. Na modalidade de leilão, a Caixa é direta: o IPTU e o condomínio atrasados são integralmente do comprador. Na venda online e na compra direta, é preciso conferir o anúncio para saber de quem é a responsabilidade.

O consumo pessoal do imóvel, como água, energia e gás, é sempre do comprador, mesmo que a conta seja de antes da compra. Faça essa conta antes: se o imóvel acumula anos de condomínio atrasado, esse valor pode pesar mais que a economia no preço. Veja o detalhe em imóvel da Caixa com dívida de IPTU ou condomínio.

Imóvel ocupado: um custo que muita gente esquece

Os imóveis da Caixa são vendidos no estado em que se encontram, e nem sempre com as chaves. Se o imóvel estiver ocupado, a desocupação é responsabilidade do comprador. Quando não há acordo com quem ocupa, pode ser preciso recorrer à Justiça, o que leva tempo e dinheiro.

Esse é um custo difícil de prever, mas real. Antes de comprar um imóvel ocupado, busque orientação jurídica para dimensionar o risco. Entenda o ponto em de quem é a desocupação de um imóvel da Caixa ocupado.

Você paga comissão ao corretor?

Depende da modalidade. Na venda online e na compra direta, a comissão do corretor credenciado é paga pela própria Caixa. Nesse fluxo, você não paga essa comissão, então não some ela à sua conta.

Já no leilão e na licitação, a regra é outra: existe a comissão de 5% paga ao leiloeiro, diretamente por você. Por isso vale saber, desde o anúncio, em qual modalidade o imóvel está sendo vendido.

Custos do cartório e custos que não são do cartório

Muita gente junta tudo num balão só e chama de “custo de cartório”. Não é assim. Boa parte do que você paga ao comprar um imóvel da Caixa não vai para o cartório nem é fixada por ele. Separar quem cobra o quê evita susto e deixa claro com quem falar sobre cada valor.

A conta tem donos diferentes:

A conta completa, item por item, está na matriz de custos mais acima nesta página. O ponto aqui é separar os donos: o cartório de notas responde pela escritura e o de registro de imóveis pelo registro, ambos por tabela estadual, enquanto o leilão, o imposto e as dívidas do imóvel têm cobradores próprios. Para as dívidas antigas, veja quem paga o IPTU e o condomínio do imóvel da Caixa, e o passo a passo da compra no guia da escritura de imóvel comprado da Caixa.

Ônus, averbações e outras taxas do registro

Alguns imóveis vêm com pendências na matrícula, como uma hipoteca ou uma penhora antiga. O cancelamento desses ônus, quando ainda constam do registro, corre por conta do comprador, junto com averbações e taxas do cartório de registro de imóveis. A regularização de documentos e de áreas do imóvel também fica com quem compra.

Nem todo imóvel tem essas pendências, mas vale checar a matrícula antes de comprar para não ter custo extra depois.

Como somar o custo total antes de comprar

Junte as partes na ordem em que elas aparecem:

valor do imóvel + escritura (cartório de notas) + ITBI (prefeitura) + registro (cartório de registro de imóveis) + dívidas do imóvel conforme o anúncio + desocupação, se houver.

Uma dica de caixa: na venda da Caixa, existe uma entrada mínima de 5% do valor, em recursos próprios, paga por boleto em poucos dias após a homologação. Não é um custo a mais, é parte do preço, mas entra cedo no seu fluxo. E, na compra à vista, você tem um prazo curto para contratar o cartório e assinar a escritura, então organizar o dinheiro com antecedência ajuda. Veja os prazos da escritura do imóvel da Caixa.

Para o passo a passo geral da compra e onde a escritura entra, veja o guia da escritura de imóvel comprado da Caixa. O valor final da escritura é sempre conferido pelo cartório no caso concreto.


Fontes oficiais usadas: Regras da Venda de Imóveis da Caixa (despesas do comprador, item 17.2.3; ITBI pago à vista, item 13.3.1; débitos do imóvel conforme o anúncio, itens 16 e 17.1.5; consumo pessoal do comprador, item 17.2.4; cancelamento de ônus e taxas no registro, itens 17.2.6 e 17.2.7; entrada mínima de 5%, itens 8.2.1 e 8.2.2, também no financiamento; formalização por escritura pública na venda à vista, item 13.4.2, e por contrato de financiamento habitacional, com força de escritura, na venda financiada, itens 13.5.1 e 13.5.2; financiamento na Caixa somente pela linha SBPE, item 8; comissão paga pela Caixa na venda online, item 4.1; comissão de 5% ao leiloeiro no leilão/licitação) e FAQ oficial da Caixa (desocupação por conta do comprador; imóveis vendidos no estado em que se encontram); Tabela de Custas e Emolumentos de MG 2026 (Portaria nº 8.664/CGJ/2025 do TJMG) e Lei estadual nº 15.424/2004, incluindo a redução de 80% da Nota XXIII, restrita a imóvel financiado por entidade do SFH; tabela da RECIVIL com o ISS do município. O ISS e o ITBI variam por município; o valor final é apurado pelo cartório no caso concreto.

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